#041 – Linfa, Edemas e Drenagem Linfática

Uma das perguntas mais frequentes dos alunos que começam a estudar o sistema linfático é: – De onde vem a linfa? Para que você entenda de fato qual é a procedência da linfa vamos estabelecer nesta aula todo o trajeto que a água percorre dentro do corpo. Mas para isso teremos que estabelecer uma relação […]

Uma das perguntas mais frequentes dos alunos que começam a estudar o sistema linfático é: – De onde vem a linfa? Para que você entenda de fato qual é a procedência da linfa vamos estabelecer nesta aula todo o trajeto que a água percorre dentro do corpo. Mas para isso teremos que estabelecer uma relação entre os sistemas cardiovascular e linfático, levando em consideração apenas os líquidos circulantes nestes sistemas, ou o líquido que circula entre eles. O líquido que circula no sistema cardiovascular é o sangue, que circula pelo coração e vasos sanguíneos. A parte líquida do sangue é chamada PLASMA. Entre os capilares sanguíneos e as células temos um espaço chamado de interstício ou espaço intersticial, e neste espaço temos um líquido chamado LÍQUIDO INTERSTICIAL. O líquido que circula através do sistema linfático é chama de LINFA. Portanto para entendermos a relação entre o sistema cardiovascular e o sistema linfático utilizaremos os termos plasma, líquido intersticial e linfa, que são os líquidos que circulam nas várias partes do corpo.

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Quando você bebe água ou come algum alimento que contém água, esta água entrará pelo trato gastrointestinal e será absorvida para a corrente sanguínea pelo intestino grosso. Do intestino grosso esta água do alimento entra na corrente sanguínea e passará a chamar-se PLASMA. Portanto o plasma é a parte líquida do sangue e será responsável por conduzir substâncias como nutrientes, gases, hormônios e eletrólitos para as células. Para estes nutrientes entrarem nas células eles precisam atravessar o espaço intersticial. O LÍQUIDO INTERSTICIAL é formado pelo plasma que migrou para este espaço juntamente com as substâncias. Os capilares linfáticos ficam posicionados no interstício e quando houver excesso de líquido intersticial a pressão neste local aumenta, e este excesso de líquido migra para os capilares linfáticos tornando-se LINFA ou líquido linfático. Esta linfa circulará por todo o sistema linfático e será devolvida para a corrente sanguínea, e a partir do momento que é devolvida para a corrente sanguínea ela voltará a chamar-se PLASMA. Este processo é importantíssimo na manutenção do volume sanguíneo (volemia) e no equilíbrio da pressão arterial.

Portanto estes líquidos têm a mesma origem, porém mudam de nome quando mudam de local. Se o líquido está no sangue chama-se PLASMA, se está no interstício chama-se LÍQUIDO INTERSTICIAL e se está no sistema linfático chama-se LINFA. Isto demonstra que nosso corpo tem um sistema eficaz de reciclagem de líquidos, e se houver perda excessiva ou retenção de líquido teremos problemas principalmente relacionados com a pressão arterial.

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Edemas

Por definição, o edema é uma tumefação crônica de uma ou mais partes do corpo devido ao acúmulo de líquido intersticial (formando o inchaço), secundário à obstrução de vasos linfáticos e/ou linfonodos (Dorland, Dicionário Médico). Existem 3 tipos de edemas distintos, classificados de acordo com sua origem e composição.

  1. Edema Comum: Acúmulo anormal de água e sais no interstício, e geralmente é generalizado;
  2. Linfedema: Ocorre devido ao acúmulo de linfa e está relacionado à obstrução de capilares linfáticos e/ou venosos, e geralmente é localizado;
  3. Mixedema: Além de água e sais, ainda há acúmulo e retenção de proteínas no interstício, e pode ser causado por hipotireoidismo, doenças renais e hepáticas, dentre outras. É duro à palpação e tem a aparência opaca.

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Linfedema no membro inferior direito

Drenagem Linfática

A drenagem linfática manual (DLM) não faz milagres como muitas pessoas pensam, muito menos serve para eliminar o excesso de gordura. Fisiologicamente, a DLM deve ser aplicada na vigência de um edema (inchaço), com o objetivo de reduzi-lo e minimizar os desconfortos por ele causados. Por exemplo, ao aplicar a DLM em um membro inferior edemaciado depois que uma pessoa ficou muito tempo em pé, inicialmente irá ocorrer um aumento na reabsorção dos excessos de líquido nesta região, e isso diminui a retenção de líquido e toxinas, consequentemente reduzindo o edema. A DLM leva em consideração os padrões anatômicos e fisiológicos do sistema linfático, e por isso é tão eficaz na redução de edemas.

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